Olá, pessoal! Há alguns dias, a Denise, do blog Momento Crivelli, me indicou para essa tag. E eu fiquei super feliz, porque AMO responder tag's hahaah.

A tag consiste em listas livros que foram "únicos" na sua vida, dependendo do tema.

1- Livro único que te deixou desejando continuação.

Caixa de PássarosCaixa de pássaros. Porque eu gostei do livro, mas o final não foi bem explicado e eu realmente queria uma explicação/continuação pra não ficar atordoada pensando sempre como esse livro me deixou tão ??????? hahahahha mas me deixou feliz por ter sido uma leitura agradável.











2- Livro único que cumpriu sua proposta, só um foi suficiente.

Juntando os Pedaços
Juntando os pedaços. Por mais que eu quisesse MUITO ler mais sobre a Libby, porque a personagem me encantou de uma maneira tão inexplicável, acredito que suas 392 foram suficientes para cumprir sua proposta. 












3- Livro único com personagens únicos.

Como Viver EternamenteComo viver eternamente. E eu nem preciso explicar o motivo. Resenha dele aqui.
















4- Livro único que tem cara de série de tão completo que é.

O DemonologistaO demonologista. Tem gente que odeia esse livro. Tem gente que ama. Eu amei. hehehe. 

















5- Livro único que você leu super rápido.

Um Caso PerdidoUm caso perdido. Eu amei e devorei a história aaaa. 

















6- Livro único de um de seus autores favoritos.

A Cidade do SolO Khaled é um dos meus autores favoritos (apesar de não ter lido todos os livros dele). E A cidade do sol é um dos meus livros favoritos, e sempre será. 













7- Livro único que você recomenda a todos.

Eu Sou o Mensageiro

Eu sou o mensageiro sempre vai ser um livro que eu indicarei e até darei de presente quando possível, porque é um livro único.













A Menina que Roubava Livros

8- Livro único que te fez chorar.

Sempre vai ser esse hahaha. Acredito que me emocionou bastante pelo fato de eu o ter lido quando era mais novinha também. Pretendo lê-lo novamente logo.










9- Livro único fora da sua zona de conforto.

ClarissaTive que ler Clarissa quando estava no ensino médio. Confesso que foi uma grata surpresa.



















Olá, pessoal!

Esse mês diversos lançamentos literários me interessaram. Por esse motivo, vim compartilhar cada um deles com vocês!

Tartarugas até lá embaixo - John Green

Depois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, autor do inesquecível A culpa é das estrelas, lança o mais pessoal de todos os seus romances: Tartarugas até lá embaixo.
A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido - quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro - enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Repleto de referências da vida do autor - entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância -, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e - por que não? - peculiares répteis neozelandeses.

Como parar o tempo - Matt Heig

Tom Hazard esconde um segredo perigoso. Ele pode aparentar ser um quarentão normal, mas por causa de uma estranha condição está vivo há séculos. Da Inglaterra elisabetana à era do jazz parisiense, e de Nova York aos mares do sul, Tom já testemunhou tanto que agora precisa apenas de uma vida normal.
Sempre trocando a identidade para se manter a salvo, ele encontra o disfarce perfeito trabalhando como professor de História em Londres. Assim, pode trazer suas experiências do passado como fatos vivos. Pode manipular as histórias para seus alunos. Pode levar uma vida normal. Tom só não pode se esquecer da primeira regra. Aquela sobre paixão...
Como parar o tempo é um romance doce e envolvente sobre como se perder e se encontrar na própria história. É sobre as certezas da mudança dos tempos e o tempo que a vida leva para nos ensinar como vivê-la.
“Matt Haig tem grande empatia pela condição humana, conhece a luz e a escuridão de uma alma e usa esse conhecimento para construir excelentes histórias.” — NEIL GAIMAN

As fúrias invisíveis do coração - John Boyne

Cyril Avery não é um Avery de verdade ou, pelo menos, é o que seus pais adotivos lhe dizem. E ele nunca será. Mas se não é um Avery, então quem é ele? Nascido nos anos 1940, filho de uma jovem solteira expulsa de sua comunidade e criado por uma família rica irlandesa, Cyril passará a vida inteira à mercê da sorte e da coincidência, tentando descobrir de onde veio — e, ao longo de muitos anos, lutará para encontrar uma identidade, uma casa, um país e muito mais. Além das incertezas de sua origem, ele tem de enfrentar outro dilema: é gay numa sociedade que não admite sua orientação sexual. Autor do best-seller O menino do pijama listrado, John Boyne nos apresenta à sua maior empreitada literária até então, construindo uma saga arrebatadora sobre aceitar-se e ser aceito num mundo que pode ser cruelmente hostil. Uma leitura necessária para os dias de hoje, que reitera o poder do amor, da esperança e da tolerância.




Jogo de espelhos - Cara Delevingne

Naomi, Rose, Leo e Red são adolescentes enfrentando aquela fase em que se relacionar no colégio é tão difícil quanto encarar os próprios problemas. Red tem uma mãe alcoólatra e um pai ausente; o irmão de Leo está na prisão; Rose usa sexo e drogas para mascarar traumas antigos e Naomi se esconde atrás de peruca e maquiagem pesada.
Quatro adolescentes tão diferentes viram melhores amigos quando são obrigados a formar uma banda. O que era uma tarefa chata vira a famosa e popular Mirror, Mirror. Através da música, eles encontram um caminho para encarar o mundo de outra forma.
Mas tudo desmorona quando Naomi some misteriosamente e é encontrada, dias depois, entre a vida e a morte. O acidente desestrutura a banda e, consequentemente, a vida de todos. A sólida relação de amizade que eles achavam estar construindo tinha uma rachadura, e tudo o que restam são dúvidas e vazios. O que aconteceu com Naomi? Foi um acidente ou um ataque? Por que ela fugiria e deixaria a banda para trás? Por que esconderia segredos dos seus melhores amigos? Para desvendar o mistério por trás dessa história, Red e os amigos entram em uma investigação que vai desenterrar seus próprios segredos obscuros e fazê-los confrontar a diferença entre o que eles realmente são de verdade e a imagem que passam para o mundo.
Em seu romance de estreia, a modelo e atriz Cara Delevingne revela mais um talento ao apresentar um olhar fresco e sagaz sobre questões atuais da juventude: amizade, bullying, identidade, gênero, transtornos emocionais, a influência perigosa das mídias sociais nas relações e o poder destruidor da imagem.

O farol e a libélula - Jean E. Pendziwol

O inusitado encontro entre uma garota em busca de futuro e uma mulher redescobrindo seu passado. Morgan, uma órfã problemática, precisa cumprir pena prestando serviço comunitário em um lar para idosos. Ali ela conhece Elizabeth Livingstone, uma senhora com a visão debilitada, mas que possui uma memória tão vívida quanto as histórias que guarda. Essas histórias aos poucos são reveladas quando, com a ajuda de Morgan, Elizabeth descobre os diários do falecido pai. À medida que as palavras do diário tomam forma e são recriadas pelas lembranças, Elizabeth e Morgan percebem que seus destinos estão profundamente ligados à isolada ilha de formas nunca imaginadas. Enquanto Morgan descobre laços da própria família, os diários revelam mais perguntas que Elizabeth poderia responder, transformando sua percepção da realidade. Romance magnífico, O farol e a libélula é repleto de palavras e histórias relevadas a cada virada de página, e que alinham passado e futuro com a amizade entre uma menina infratora e uma senhora misteriosa. Um sensível relato sobre o passar do tempo e uma celebração à própria experiência da vida.




Não sei vocês, mas acho que todos os livros que li que se passavam em um dia (ou até menos que isso) foram muito fluídos pra mim. Sou muito fã desse estilo de leitura, mesmo que tenha uma certa dificuldade pra encontrar livros assim... Por esse motivo, vim compartilhar com vocês os poucos nesse formato que já li - e gostei!

1. Hello, Goodbye and Everything in Between


Esse livro é muito amorzinho! Conta a história do Aidan e da Clare, um casal que está junto há 2 anos; contudo, os dois estão prestes a entrar na faculdade, que farão em lugares opostos dos EUA. Por esse motivo, se encontram em um impasse se deveriam ou não continuar juntos, já que poderiam perder diversas experiências que a maioria dos jovens possui nessa fase da vida - como ir a festas e ter encontros - para lidar com a distância.
Na noite anterior à partida dos dois à faculdade, a Claire tem a ideia de fazer uma lista de paradas, para que se relembrassem por alguns instantes todos os momentos bons que viveram juntos. Voltam ao lugar que se conheceram, que deram o primeiro beijo, e muitos outros que foram importantes a eles de algum modo. Eles ainda não decidiram o que irão fazer a respeito do relacionamento, então, é algo que também discutem ao longo da noite. Se passa mais ou menos em 12 horas - desde o momento que se encontram para fazer todas as paradas até a hora que precisam ir embora, no dia seguinte - e eu gostei demais!
Infelizmente, ainda não foi publicado aqui no Brasil, mas achei o nível de inglês do livro bem tranquilo, então é uma boa sugestão se você quiser começar a praticar.


2. Uma mulher, um homem, um drink

Eu queria tanto que esse livro fosse mais reconhecido, sério! Tem como protagonista a Paula, uma mulher de 32 anos que morava em São Paulo por conta do emprego, mas passava o fim de semana no Rio com Fernando, seu noivo. Um dia, ela decide fazer uma surpresa a ele e voltar pra casa na quinta (e não na sexta, como usual); contudo, no bar do aeroporto, acaba conhecendo um homem que a oferece um drink. A partir daí, três versões da história se desenrolam, que mostram o que aconteceria se Paula tivesse tomado decisões diferentes: aceitado o drink e conversado com o moço/aceitado e não conversado/não aceitado. Não apenas é um chick-lit com uma premissa criativa, mas também é muito divertido e escrito por uma autora nacional! Pretendo reler em breve, inclusive <3

3. A probabilidade estatística do amor à primeira vista


Da mesma autora de "Hello, Goodbye and Everything in Between" (aparentemente, essa autora gosta de títulos longos), o livro tem como protagonista a Hadley, uma jovem de 17 anos que está indo à Inglaterra para o casamento de seu pai; no entanto, acaba perdendo o voo por 4 minutos de atraso e é obrigada a esperar pelo próximo, que só sairia em 3 horas. Nesse meio tempo, ela conhece Oliver, que, por coincidência, também se sentará ao seu lado no avião. Os dois vão conversando, se conhecendo melhor e compartilhando um pouco sobre si; e o motivo de eu ter gostado tanto desse livro foi o fato de ter ido além do que se espera ao iniciar a leitura. Mesmo que o romance seja muito fofo e presente durante a leitura, podemos também conhecer os problemas familiares dos personagens principais, que os aproximam com ainda mais intensidade.





P.S: Se vocês tiverem outras indicações de livros que se passam em um curto espaço de tempo, por favor, me indiquem nos comentários! Vou amar descobrir mais livros nesse formato <3



Título: Para todos os garotos que já amei
Autora: Jenny Han
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Ano: 2015
Avaliação: 4/5

SINOPSE

Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos. Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.


Lara Jean é uma adolescente de 16 anos que sempre soube expressar o que sentia através das palavras. A cada decepção amorosa, escrevia uma carta relatando seus sentimentos e que serviria como uma espécie de conforto, um modo de tirar um pouco daquele peso que tanto a sobrecarregava, fazendo-a seguir em frente.

"[...] Minhas cartas são de quando não quero mais estar apaixonada. São cartas de despedida. Pois, depois que escrevo, aquele amor ardente para de me consumir. [...]. Se o amor é como uma posessão, talvez minhas cartas sejam meu exorcismo. As cartas me libertam. Ou pelo menos deveriam". 

Lara era a irmã do meio: a mais velha era Margot, que estava se mudando para fazer faculdade na Escócia, e a mais nova era Kittie, que tinha nove anos. Margot sempre lhe servira de exemplo, sempre fora sua melhor amiga e principal confidente. Sempre soubera quando ela não estava bem, ou quando estava mentindo; a conhecia como ninguém. E, pelo fato de a mãe das meninas ter morrido repentinamente, precisou amadurecer muito cedo e tomar a responsabilidade de ajudar na criação das mais novas. Elas sempre se cuidaram e dividiam as tarefas domésticas; agora que Margot estava se mudando, entretanto, tudo parecia diferente. Lara sentia que precisava mudar - tanto por Kitty, como pelo pai que precisava de seu auxílio -, e tudo isso quando descobre que as cartas que escrevera para os cinco meninos que já amou foram misteriosamente enviadas a cada um. 

Quando li a sinopse de "Para todos os garotos que já amei", imaginei algo bastante diferente. Achei que a vida amorosa da protagonista realmente fosse ficar de pernas para o ar e que o foco do livro seria o romance. Mas na verdade não é bem assim: senti que o foco foi muito mais esse desenvolvimento da protagonista, como ela lida com a ausência da irmã e o compromisso com sua família. Algo que também é bastante abordado é sua amizade com Josh, seu vizinho e ex-namorado de sua irmã, e também a proximidade que estabelece com Peter, um de seus antigos amores.  

Eu gostei do livro, a narrativa é bem fluída, os capítulos são curtos e li em pouco tempo. Mas, ao mesmo tempo, me decepcionei um pouquinho por ter imaginado algo muito diferente... Os garotos que ela amou, com exceção de Peter, praticamente não aparecem no livro e não são muito explorados. E também me irritou um pouquinho esse complexo de inferioridade que a protagonista tem por achar que Margot era perfeita e melhor do que ela em tudo, como se não fosse capaz de fazer o que a irmã fazia. Eu entendo Lara ter se sentido perdida - afinal, Margot sempre tomara o controle de tudo e agora o endosso era dela -, mas achei em muitos momentos que ela se cobrou demais pra alcançar um padrão de perfeição em algo que ainda estava aprendendo, sabe? Afinal, se a irmã mais velha também não sabia bem como exercer bem aquele papel no início e pegou o jeito com o passar dos anos, por que isso seria diferente com a protagonista? 

De qualquer forma, esses detalhes que mencionei não anularam o fato de que foi uma leitura prazerosa pra mim. Um personagem que gostei bastante foi o Peter, principalmente porque a personagem principal possui uma visão meio negativa dele no início e que vai sendo refutada à medida que o conhece melhor. Além disso, gostei de como, ao final da leitura, podemos observar uma diferença brusca na forma em que Lara Jean lida com o amor. Ela sempre reprimiu tudo o que sentia por medo de simplesmente sentir, nunca revelando seus sentimentos, apenas os expressando em suas cartas. Mas, ao final, podemos notar que ela se "liberta" mais em relação a isso, se permitindo sentir e demonstrar sem receio do que acontecerá em seguida. 

"Acho que agora consigo ver a diferença entre amar alguém de longe e amar de perto. [...]. O amor é assustador; ele se transforma, ele murcha. Faz parte do risco. Não quero mais ter medo. Quero ser corajosa..."





Hey people! Como vocês estão?
Eu estava pensando por aqui, e decidi fazer (vou tentar 1 vez por mês) um post, sobre a trilha sonora de um filme (que foi adaptado, claro). Vou começar com: Como eu era antes de você.
Peguem seus lencinhos e confiram a lista.


Broken Glass (Sia)





Happy With Me (HolyChild)



Not Today (Imagine Dragons)




Photograph (Ed Sheeran)




Till the And (Jessie Ware)




Unsteady (X Ambassadors)





Se vocês querem ver a trilha de um filme adaptado, comenta aqui embaixo! To aceitando sugestão 
Gostam desse tipo de post?




Eu já não tenho o mesmo tempo que tinha no Ensino Médio para ler, é verdade. Costumo abrir os livros quando estou no ônibus ou no metrô e otimizo ao máximo meu tempo para conseguir ler o máximo possível. Por isso, preciso escolher muito bem as minhas leituras, que na maior parte do tempo, estão relacionadas à faculdade. 

Como o ano está acabando, separei cinco livros que ainda lerei até dezembro. Alguns por lazer, outros por obrigação, mas não tenho como terminar o ano sem tê-los lido.

#1 | Grande Sertão: Veredas - Guimarães Rosa




Minha próxima leitura, tenho que começar a lê-lo amanhã, já que ele é uma leitura obrigatória para a faculdade. Quem sabe não faço uma resenha depois?

#2 | O que Aconteceu com o Adeus?  - Sarah Dessen



Minha estante mudou muito nos últimos tempos. Quase não leio YA e NA por inúmeras questões: eu cresci, não me identifico com os enredos e personagens, criei um gosto muito maior por clássicos e as histórias juvenis pararam de me interessar.
Porém, a Sarah Dessen é maravilhosa e se tornou o meu guilty pleasure. Estou lendo este atualmente, entre duas leituras que demandam mais atenção e foco. 

#3 | Mitologias - Roland Barthes





A faculdade fez de mim uma apaixonada pelo mundo acadêmico. Estou escrevendo um artigo científico e, por causa dele, tenho que ler Mitologias, do Barthes. Posso falar um pouco dele aqui, se vocês se interessarem por livros teóricos.

#4 | A Insustentável Leveza do Ser - Milan Kundera



Comecei a ler este, que comprei na última Bienal aqui em São Paulo, durante as férias de julho. Mas logo as aulas começaram, tive que mergulhar nas leituras obrigatórias e ele ficou de lado. Como estava amando a leitura, não pretendo abandoná-lo tão cedo, mesmo com nenhum tempo para me dedicar ao Kundera.

#5 | Carcereiros - Drauzio Varella



Pensando nas próximas férias da faculdade, separei Carcereiros para me acompanhar na ida e volta para o trabalho. Amei Estação Carandiru e preciso confessar, criei expectativas muito altas para este.

E vocês, o que ainda pretendem ler neste ano?



    Olá, pessoal! Há alguns dias, eu comecei uma série de posts relacionados à uma série que eu amo: HOW I MET YOUR MOTHER! E esse é o segundo post; nele, abordarei sobre dois livros de um personagem que é um dos meus favoritos na série: Barney.
    Clique aqui para conferir o primeiro post da série, sobre os personagens da minha série queridinha.

    Como todo mundo que assiste a série sabe, o Barney é um personagem muito conhecido por ser "mulherengo" e fazer piadinhas sobre isso. São piadas que devem ser interpretadas como brincadeira, porque de fato são. Ele tem umas tiradas super engraçadas! Na série, ele sempre comenta sobre o "Playbook", que nada mais é do que um manual da conquista para os homens. Pois bem, alguém levou a sério e resolveu criar mesmo esse tal de manual.

Playbook - O manual da conquista


    Desde o início dos tempos, o homem tem procurado respostas para o questionamento mais fundamental de todos: Por que estou aqui... em vez de estar com uma garota? A procura acabou. Agora, com a ajuda de Playbook: O manual da conquista , o leitor será capaz de abordar a garota que quiser, descobrir o que ela mais deseja e fazê-la se apaixonar por ele.
    Com mais de setenta técnicas de sedução desenvolvidas pelo guru da conquista e exemplo de perfeição Barney Stinson , qualquer homem poderá se tornar um perfeito conquistador.
     Repleto de dicas, macetes, truques e muita conversa fiada, o popular personagem da série de tevê How I Met Your Mother sugere dezenas de maneiras de abordar uma mulher e ser bem-sucedido. Com as dicas dele nenhum homem ficará sozinho.
 





    Eu confesso que esse livro NÃO é meu! hahahhaha. Meu namorado ama a série e o personagem, então eu comprei pra ele (na verdade, eu queria mesmo incentivá-lo a ler, porque ele odeia, então eu resolvi unir o útil ao agradável e comprei pra ele) (não sei se ele leu). Por isso, eu só li alguns trechos do livro mesmo. Pelo que percebi, tem várias dicas para conquistar as mulheres, com porcentagens de sucesso inclusas. O autor foi super criativo, sério!



    O autor do livro ainda colocou uma página no meio do livro, com uma "amostra" do Playbook - O manual da conquista para garotas (eu não vou soltar spoiler, mas tem pouquíssimas páginas hahaha).

O código Bro

    O que é um Bro? Um Bro é um companheiro em quem você poda confiar eternamente e que estará sempre pronto para ajudá-lo — a menos que tenha coisa melhor para fazer. Agora imagine um livro que ensine os Bros a viver em harmonia, ter casos de uma noite só, levar sempre a quantidade certa de bebida para uma festa ou fingir um profundo conhecimento de esportes e mecânica, entre outras habilidades incríveis. Barney Stinson, um homem lindo e disponível, reconhecido por ter revolucionado a blogosfera com seu www.barneysblog.com, compilou esse código para que Bros do mundo inteiro possam esquecer suas diferenças e estreitar os laços de irmandade. Então, e somente então, conseguirão trabalhar juntos para vencer o maior desafio enfrentado pelo homem: transar.





    Eu também comprei para o meu namorado, e esse eu acabei lendo por curiosidade mesmo. É um livro engraçadinho, mas nem tanto assim. A ideia é legal, mas, na minha opinião, o autor forçou alguns trechos.



     Confesso que o que eu mais gostei foram os efeitos nas páginas, meio "escuros", não sei explicar hahaha.



    Lembrando novamente que tudo não passa de brincadeira. Eu sei que provavelmente existem mulheres que ficarão ofendidas, mas são só brincadeiras (até porque eu acredito que ninguém vá seguir o que o livro diz, porque não condiz muito com a realidade).



Título: Grito
Autor: Godofredo de Oliveira Neto
Editora: Record
Páginas: 160
Ano: 2016
Avaliação: 4/5
*Exemplar cedido pelo autor para resenha. 

SINOPSE 

Construído de forma que a performance e a teatralidade ocupem um lugar central, Grito é o epílogo da octogenária Eugênia e sua relação com o jovem e ambicioso Fausto. Em 21 atos, a narrativa é marcada pelo embate entre as esferas do real e do imaginário. Godofredo de Oliveira Neto experimenta formatos e problematiza a linguagem, conduzindo a partir da perspectiva da ex-atriz de teatro uma trama que transita entre o mundo da criação e da encenação.




"Ele diz se tratar do grito que sua irmã gêmea não conseguiu dar no nascimento. Nasceu morta. Se chamaria Ifigênia de Sá Sintra. E isso liberta ele. Depois virou costume; e a cada situação profissional nova Fausto solta o grito engasgado na garganta da gêmea". 

"Grito" tem como protagonista e narradora da história Eugênia, uma ex-atriz viúva de 80 e poucos anos que tem o teatro como principal paixão de sua vida. Seu vizinho, Fausto, tem 19 anos, não consegue parar em um emprego e é tão apaixonado por teatro quanto ela; isso faz com que tenham uma conexão e, a partir desse amor que nutrem em comum, reúnem-se no apartamento de Fausto para produzir e encenar peças. Eugênia possui décadas de experiência e constantemente dá conselhos teatrais ao jovem, por quem é vista com muito carinho, perceptível na forma que a chama: "irmãzinha".

"Ele quer aprender e se preservar, acho isso muito importante. Quer vencer na arte. Para uma veterana do mundo teatral como eu, é extremamente gratificante ver um jovem buscando na arte um sentido para a vida. Queria que isso acontecesse com mais frequência no mundo de hoje". 

Eugênia, no entanto, o vê de outra forma: passa a sentir ciúmes excessivo e nutrir um sentimento de posse. Detesta as amigas que ele possui, entra com frequência em suas redes sociais e acha que é a única em sua vida. Sabe que ele possui um passado sombrio, mas sempre que o questiona, ele se recusa a revelar qualquer coisa. Algo indubitável, no entanto, é a determinação que possui em seguir seu sonho de ser ator, mesmo que a profissão não seja bem vista na sociedade.

O livro é dividido em 21 atos, que se alternam entre a narrativa da protagonista e alguns trechos do roteiro das peças teatrais que representa com Fausto ou de obras que encenou há alguns anos. E o interessante do livro é justamente isso: é uma leitura diferente, que nos permite transitar ora pelo universo de Eugênia e Fausto, ora por trechos de peças teatrais encenadas - tanto no passado, como no presente.

Se tratando do mundo dos personagens principais, o interessante é a linha tênue presente no livro entre o que é verossímil e o que não é. Não sabemos se os atos narrados partem de um delírio da personagem ou se realmente aconteceram. Além disso, há uma interação entre Eugênia e o leitor, já que faz perguntas no meio da narrativa como se expressando dúvidas que possivelmente teríamos a respeito dos acontecimentos narrados no livro.

"- De onde sai tanta análise?
De onde sai tanta análise sobre teatro? Da vida, minha filha, da vida. Décadas atuando, pensando e ouvindo gente boa em discussões sobre a arte dramática. Experiências de vida, minha filha, experiências de vida".

A leitura é cheia de referências, como a Goathe, Machado de Assis, Shakespeare e tantos outros, e se ambienta no Rio de Janeiro. Pra mim, foi uma experiência muito diferente - seja por ter como protagonista uma senhora de 80 anos, por ter uma diferença de idade tão grande entre os protagonistas, por ser estruturado como uma peça teatral ou pela história focar em apenas em dois personagens. Isso permite com que os conheçamos mais a fundo - mesmo que Fausto seja apresentado o tempo todo pela perspectiva de Eugênia e, portanto, abra margem à nossa própria interpretação.

Recomendo o livro não apenas a quem gosta de teatro, como também a quem procura uma leitura que flui de forma fácil e possui um final impactante e surpreendente.



Hey pessoas! Como vocês estão?

Eu confesso que eu não sou uma leitora diária. Eu já fui... Mas hoje em dia, eu tenho fases. Ás vezes fico semanas sem ler, e do nada me dá um estado e leio 2 ou 3 livros em uma semana (não, eu não durmo haha).
Já vi inúmeros desafios literários, mas nunca participei de nenhum, então resolvi criar um (mesclando vários que existem por aí) para poder dar aquela reparada na estante, desengavetar livros parados e aumentar a lista de compras rs'
Minha ideia é começar dia 01/10/2017 e terminar dia 31/12/2017. São só dois meses, então vou tentar deixar a lista mais enxuta, com só 10 desafios! Então não tem desculpa! Dá aquela olhada na estante e inicie conosco essa saga literária!
Não é uma regra, mas eu vou tentar ler entre 50 e 100 páginas por dia, quer participar?
Marca a gente no instagram, face e no twitter, com a #DesafioViciadasEmLivros





Obs: Um livro pode se encaixar em mais de um desafio, não tem problemas =)

Comentem aqui! O que vocês acham dos desafios? Conseguem participar conosco?







    Olá! Em 2013, a Isa fez um post indicando livros relacionados ao Holocausto. Hoje, eu resolvi incluir mais alguns naquela listinha que ela fez. Confira aqui a parte I da lista.

1. O anexo

O Anexo
    Nas indicações da Isa, ela mencionou o livro "O diário de Anne Frank", que é um clássico e eu acredito que quase todo mundo conhece ou já leu ele. Pois bem, nele, Anne relata o cotidiano da sua vida no Anexo, local onde ela e mais 7 pessoas se escondiam dos nazistas. Dentre essas pessoas estava Peter, um adolescente de 16 anos. "O anexo" é o diário de Peter. Mas ele não é real, porque não existiu de fato. A escritora de "O anexo", resolveu imaginar como seria estar escondido lá, e, com base no diário de Anne, "criou" o Peter. Achei muito interessante da parte dela fazer isso, porque nos mostra outra versão da opinião de uma pessoa acerca da Anne que relatava os acontecimentos cotidianos em seu diário. 
    "Em O anexo, a escritora inglesa Sharon Dogar faz com o personagem Peter van Pels, de quinze anos, o que Otto fez com Anne: dar a oportunidade para que “fale” sobre a vida naquele ambiente claustrofóbico.
    Dogar inverte a perspectiva do diário da menina judia, fornecendo uma nova visão sobre os dois anos em que os Frank e os Van Pels (que Anne chamava de Van Daan em seus escritos) se esconderam dos nazistas. No período em que Peter ansiava pela liberdade das ruas e Anne se dedicava com afinco ao diário, ela imagina que os dois teriam se envolvido num romance furtivo.
    Para além do diário, a ficção de Sharon Dogar narra de forma comovente a chegada dos nazistas ao esconderijo, a viagem de trem até o campo de concentração - quando homens e mulheres são separados - e a luta de Peter, seu pai e Otto Frank para sobreviver ao horror dos campos. A autora recria assim uma história imperdível para os fãs do famoso diário."

2. Os colegas de Anne Frank

Os Colegas de Anne Frank
    Em "O diário de Anne Frank", a menina começa a contar desde antes de se mudar para o Anexo. Então, ela relata sobre sua escola e seus colegas. Nesse livro, podemos conhecer um pouco mais sobre alguns dos colegas de Anne, o que aconteceu com cada um durante o horror da Segunda Guerra Mundial e o destino deles depois dela. 

    "Todos os anos, no dia da lembrança das vítimas do Holocausto - o Yom HaShoá -, Theo Coster era convidado à escola dos netos para contar como sobreviveu à Segunda Guerra Mundial. Ex-aluno do Liceu Judaico de Amsterdã e colega de classe de Anne Frank, a jovem que foi um dos maiores mártires do Holocausto, Theo decidiu fazer um documentário contando sua história e a dos alunos que também sobreviveram. Ele conseguiu encontrar cinco colegas, que, depois de mais sessenta anos, vivem em diferentes partes do mundo e têm como elo o passado no Liceu Judaico e a colega Anne Frank - cujo diário se tornou uma das maiores referências sobre as mazelas da população judaica europeia no Holocausto. No encontro que serviu de base para o filme e o subsequente livro, os tempos de escola foram lembrados pelos ex-alunos, assim como os assuntos mais dolorosos, como o início do horror que viveriam e o gradual esvaziamento da turma. Os colegas do Liceu rememoram mais de 60 anos de história. Nessa conversa, estão as memórias do passado de guerra, as dificuldades que enfrentaram e a relação que tinham com Anne Frank. O destino de Anne é conhecido, mas e o dos outros estudantes que, a cada semana, deixavam a sala de aula mais vazia? Suas histórias de sobrevivência mostram o quão diversos foram os destinos dos judeus perseguidos, como a sorte era um fator vital e como o fim da guerra não significou o fim do sofrimento. Anne Frank, que parou de frequentar as aulas no meio do ano letivo, está sempre presente nas lembranças de todos os que conviveram com ela. Reunidos, seus colegas revelam outra face da jovem: a estudante pré-guerra. Transformado o encontro também em livro Os Colegas de Anne Frank é um relato emocionante e surpreendente desses seis ex-alunos sobreviventes. Nele, Theo Coster revela não somente uma nova face de Anne Frank que não constava em seu diário, mas também histórias de ingenuidade e luta pela sobrevivência durante o duro período da Segunda Guerra Mundial."

3. A lista de Schindler

A lista de Schindler   A história verdadeira deste homem que enfrentou perigos inacreditáveis e sacrificou tudo o que possuía, colocando em jogo a própria liberdade, para salvar mais de mil pessoas.
    Partindo dos testemunhos dos Schindlerjuden - os judeus de Schindler -, Thomas Keneally compôs um romance notável e comovente, que retrata a coragem, a generosidade e a perspicácia de um herói em meio às cinzas do holocausto. Escrito com paixão, mas também com absoluta fidelidade aos fatos, A Lista de Schindler valeu a seu autor o cobiçado Prêmio Booker, da Inglaterra. Levado às telas com grande sucesso por Steven Spielberg, foi eleito o melhor filme de 1993 pela Associação dos Críticos de Nova York e de Los Angeles.









4. O violino de Auschwitz

O Violino de Auschwitz

Em tradução direta do idioma original, O violino de Auschwitz, da catalã Maria Àngels Anglada, integra uma importante vertente da ficção contemporânea, cujo tema geral pode ser sintetizado pela expressão dignidade na barbárie. Se os racistas pretendem diminuir a dimensão humana do objeto de seu ódio, os nazistas, por sua vez, pretendiam anulá-la inteiramente. A arte, porém, a reafirma. A história de O violino de Auschwitz se constrói então sobre uma magnífica e brutal ironia.












5. Eu sou o último Judeu

Eu Sou o Último Judeu    Nenhum campo de extermínio foi tão longe na racionalização do assassinato em massa quanto Treblinka. Lá, cerca de 750.000 judeus foram mortos. Apenas 57 sobreviveram. Chil Rajchman foi um deles. Por dez meses, sobreviveu ao absoluto terror. Carregou cadáveres em decomposição. Extraiu dentes dos mortos para que os nazistas aproveitassem o ouro, lavando-os em vasilhas cujos restos de água sanguinolenta mataram a sede de outros prisioneiros. Testemunhou suicídios, empalamentos, centenas de execuções. Foi chicoteado diariamente, teve tifo, sarna. Em agosto de 1943, Chil e outros prisioneiros conseguiram pôr em prática um plano de revolta. Ele foi um dos últimos judeus a escapar de Treblinka. Seu relato avassalador e detalhado, escrito ainda durante a guerra e até agora inédito, vem a público acompanhado por fotografias, mapas e a planta do campo de extermínio. Um importante testemunho do que preferíamos esquecer, mas não podemos.





6. Ainda que caiam os céus


Ainda que caiam os céus    Uma fé sólida e inabalável. Isso era tudo o que o jovem Mikhail Kulakov possuía. 
O governo comunista soviético lhe tirara a profissão, a família e a liberdade. 
Seu crime? Servir fielmente a Deus ou, nas palavras da KGB, promover "atividades antissoviéticas". 
Ele foi preso, interrogado e condenado a cinco anos em campos de trabalho forçado, onde suportou amargas provações, destinadas a sufocar o espírito e minar a vontade.
Todavia, nem mesmo a perspectiva de banimento eterno numa remota vila da Sibéria ocidental o deteve de confiar fielmente nas promessas de Deus... Ainda que os céus caíssem.








7. Beco da Ilusão

Beco da Ilusão    Meu nome é Sarah Wainness, mas este nem sempre foi o meu nome. É apenas mais um, entre tantos que já tive. Minha infância foi feliz e simples, como a de qualquer criança da minha idade e do meu bairro em Karnobat, Bulgária.
    Éramos uma família de cinco irmãos, incluindo eu.
    Papai, um homem muito bom, enérgico e religioso, frequentava a sinagoga, enquanto mamãe trabalhava em casa, cuidando de tudo e de todos nós.
    Após recebermos uma herança de um tio falecido que morava em Berlim, mudamos para lá e, ao chegar, deparei-me com uma realidade totalmente diferente da que eu conhecia.
Meus sonhos desabrocharam em contato com a cidade. Um deles, tive que manter em segredo: eu queria ser bailarina. Sempre pegava as roupas da mamãe, escondida, e rodopiava no fundo do quintal, vendo tudo ao meu redor mudar. Isso me fazia feliz. Mas, um dia, meus sonhos desmoronaram e minha vida mudou completamente: os nazistas invadiram nossa casa, e fui levada para um lugar de prostituição.
    Meu nome é Sarah Wainness, e já morei no Beco da Ilusão.



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Título: Juntando os pedaços
Autora: Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Páginas: 392
Ano: 2016
Avaliação: 4/5

SINOPSE

    Jack tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando ele olha para alguém, vê os olhos, o nariz, a boca… mas não consegue juntar todas as peças do quebra-cabeça para gravar na memória. Então ele usa marcas identificadoras, como o cabelo, a cor da pele, o jeito de andar e de se vestir, para tentar distinguir seus amigos e familiares. Mas ninguém sabe disso — até o dia em que ele encontra a Libby. Libby é nova na escola. Ela passou os últimos anos em casa, juntando os pedaços do seu coração depois da morte de sua mãe. A garota finalmente se sente pronta para voltar à vida normal, mas logo nos primeiros dias de aula é alvo de uma brincadeira cruel por causa de seu peso e vai parar na diretoria. Junto com Jack. Aos poucos essa dupla improvável se aproxima e, juntos, eles aprendem a enxergar um ao outro como ninguém antes tinha feito.

Prosopagnosia (pro.so.pag.no.si.a) s.f 1. incapacidade de reconhecer o rosto das pessoas, geralmente como consequência de dano cerebral.
2. estado em que todas as pessoas são estranhas a alguém.
P.s.: pode ser hereditário ou adquirido em uma queda em que o indivíduo sofreu dano cerebral. 
P.s.s.: não tem cura.

    Jack Masselin é um menino que está no primeiro ano do ensino médio. Tem uma família, um pai, uma mãe, dois irmãos. Na escola, é popular, porque é conhecido por ser gentil, amigável e por estar sempre sorrindo para as pessoas. O que ninguém sabe - incluindo toda a sua família -, é que Jack tem prosopagnosia. Ele não reconhece o próprio rosto, nem o rosto de seus familiares, nem de ninguém na escola. Ele vê o rosto, mas vê tudo embaralhado; vê boca, olhos, nariz, mas precisa juntar os pedaços na mente dele, e é isso que ele não consegue fazer. 
    Libby Strout mora com seu pai e seu gato George. Ela ficou conhecida por ser "a menina mais gorda dos Estados Unidos" quando teve que ser resgatada da sua própria casa, porque não tinha mais como sair. Ela começou a ganhar peso depois da morte da sua mãe. Quer dizer, ela sempre foi um pouco gordinha quando criança, já sofria bullying na escola, mas tudo piorou depois que sua mãe se foi repentinamente. 
"Eu mudei quando tinha dez anos. Sofri bullying, fiquei com medo. Muito medo, de tudo, mas principalmente da morte. Da morte repentina, do nada. E eu também morro de medo da vida. Tenho um vazio enorme no peito. Toco minha pele e meu rosto e não sinto nada. Foi por isso que passei a ficar em casa. E a comer. Mas isso não significa que quero morrer."
    Ela ficou afastada da escola durante o ensino fundamental, e, depois do trauma de ter sido retirada de casa por um guindaste, Libby emagreceu alguns quilos e decidiu voltar para a escola. Mas ela sabe que não será nem um pouco fácil ter que lidar com as pessoas. Lidar com os adolescentes que costumavam estudar com ela quando crianças, de quem ela não guarda boas lembranças. E adolescentes podem ser cruéis. Muito cruéis. 
"Este é um novo começo para mim, e o que quer que tenha acontecido quando eu tinha onze, doze ou treze anos já passou. Estou diferente. Eles estão diferentes, pelo menos por fora. Talvez não lembrem que eu era aquela garota. E não pretendo avivar a memória de ninguém."
    Jack utiliza uma tática para reconhecer as pessoas: cada uma tem marcas identificadoras. Por exemplo, o jeito de andar, um vício, uma pinta. Ele tem muitos amigos, vai à festas, leva uma vida totalmente normal, exceto pelo fato de não reconhecer as pessoas e acabar sofrendo com isso quando precisa encontrar alguém em uma multidão, por exemplo. É por isso que ele evita esse tipo de coisa. E evita beber, porque o álcool já deixa a mente girando, confusa, e a dele já é assim quando vê o rosto de alguém, portanto não precisa de uma ajuda a mais. Ele namora Caroline, uma menina que costumava ser totalmente diferente do que é agora, e de quem Jack sente muita falta. Eles são aquele tipo de "casal eterno", que termina e volta, num ciclo vicioso infinito. 
    É no primeiro dia de aula que Libby chega confiante, porque ela sabe que pode recomeçar tudo do zero. Ela tem noção de que é diferente - esteticamente e por dentro também -, e tem noção de que todo mundo sabe. Justamente por estar confiante e contente, e já estar acostumada com brincadeirinhas idiotas sobre seu peso, ela não liga muito para o bullying que já se inicia logo que ela entra na escola. 
    Ainda na primeira semana de aula, um dos amigos de Jack conta sobre um jogo intitulado "Rodeio das Gordas", em que o objetivo é "montar" (LITERALMENTE), em uma pessoa gorda, e ficar lá o máximo de tempo que conseguir. E é nessa brincadeira que Libby acaba sendo vítima (não a primeira, por sinal). E o culpado: Jack Masselin.
"As pessoas fazem merda por vários motivos. Ás vezes, são simplesmente pessoas escrotas. Às vezes, outras pessoas fizeram merda com elas e, apesar de não perceberem, tratam os outros como foram tratadas. Às vezes, fazem merda porque estão com medo. Às vezes escolhem fazer merda com os outros antes que façam merda com elas. É uma autodefesa de merda."
    Jack escreve uma carta contando os motivos da sua atitude e, assim que se pendura - literalmente - em Libby, coloca a carta em sua mochila.
"Não sou um merda, mas estou prestes a fazer merda. Você vai me odiar, outras pessoas vão me odiar, mas vou fazer isso mesmo assim, para proteger você e a mim mesmo. Vai parecer desculpa esfarrapada, mas tenho uma coisa chamada prosopagnosia, o que quer dizer que não reconheço rostos, nem mesmo das pessoas que amo. (...)(...) Não estou contando tudo isso como desculpa para o que vou fazer. Mas gostaria que você soubesse. É o único jeito de evitar que meus amigos façam alguma coisa pior, e é o único jeito de acabar com esse jogo idiota. Não quero machucar ninguém. Esse não é o motivo. Ainda que acabe machucando."
    Enfurecida, Libby acerta um soco na cara dele. E ambos vão parar na diretoria. O castigo? Reuniões com um orientador que organiza a Roda da Conversa, atividade em que os alunos que se encontram compartilham atividades desenvolvidas por ele.
     Não vai ter como evitar os encontros entre os dois. E, agora que Libby é a única pessoa no mundo que sabe do grande segredo de Jack, terá que decidir o que fazer com isso. 
"Nós nos encontramos e mudamos o mundo. O dele e o meu."
    Prosopagnosia é uma doença que eu nunca tinha ouvido falar. E, tipo, é muito comum, muito mesmo, uma em cada cinquenta pessoas convive com ela. Eu pesquisei antes de começar a ler o livro, e, sério, que doença mais fod*. Imagina só, você olhar pra sua mãe e não saber que ela é sua mãe! Só saber porque ela tem o vício de andar na ponta dos pés, ou porque o cabelo dela é vermelho, ou porque ela sempre usa batom vermelho. Imagina ter que aprender a distinguir pessoas que você ama por marcas identificadoras. Imagina viver tendo "um circo dentro da sua cabeça e estar sempre se arriscando no trapézio. É como estar em um lugar cheio de gente e não conhecer ninguém. Nunca."
    Jennifer nos insere ao mesmo tempo em duas realidades totalmente opostas: de um lado, temos um menino que sofre de prosopagnosia, porque quando criança caiu do telhado e abriu a cabeça. Um menino que tem um coração enorme, e, querendo esconder seu grande segredo, participou de uma brincadeira estúpida que acabou machucando emocionalmente Libby, o outro lado de uma realidade. Uma menina doce, inocente, pura, muito corajosa, que perdeu a mãe subitamente por uma doença que pode ser hereditária, por isso vive com medo de morrer e vive atenta a qualquer sinal. Uma menina que é obesa, e, desde que isso não afete sua saúde, está feliz com seu corpo, porque ela precisa se agradar, e não agradar aos outros.
    É no mundo da escola, do ensino médio, de uma realidade onde encontramos adolescentes cruéis, que a vida dos dois jovens se mistura de uma maneira tão doce, tão apaixonante e tão inusitada. Há um carinho entre os dois que não acontece do nada. Ele vai acontecendo, aos poucos, sabe? E ao longo da narrativa nos deparamos com um Jack com 14 anos, em frente à casa de uma Libby com 13 anos, no mesmo bairro. Nos deparamos com um Jack perguntando ao seu irmão do meio "como você reconhece que a mamãe é a mamãe?" Nos deparamos com um Jack que carrega o mundo em suas costas, e com uma Libby que faz o mesmo, porque eles acreditaram que poupar seus familiares de seus problemas vai fazer com que eles foquem apenas naquilo que é necessário de fato (na cabeça deles).
    Conseguimos analisar a vida de cada um, as dificuldades, as derrotas, mas também nos são relatadas suas pequenas e grandes conquistas. Libby quer ser líder de torcida da escola. Ela tem amigas de verdade! Jack quer construir um robô sensacional para o seu irmão, já que ele adora inventar coisas novas. Jack quer proteger seu irmão mais novo, porque sabe que ele vai precisar ser corajoso quando decidir mostrar ao mundo quem ele é de verdade. Jack carrega o segredo do pai, que sofreu de câncer. Carrega tudo. Libby carrega o medo. 
    A autora nos mostra a intensidade com que os dois acabam se conhecendo, compartilhando tudo, desde o mais íntimo. Percebemos quando começa a nascer algo a mais que uma amizade, aos poucos. Eu me encantei pela Libby, sério! Fico feliz em saber que existem outras Libby's por aí, que tem o coração tão bom e tão grande quanto o dela. Que carregam uma ingenuidade tão cheia de sagacidade ao mesmo tempo. Ela compartilha sobre a perda da mãe, sobre seu livro favorito, sobre seus pensamentos. Ela é muito inteligente. 
"A perda da minha mãe era tão grande que parecia que eu estava carregando o mundo. Então, quando comecei a comer - muito -, carregar o peso a mais não parecia fazer diferença. Mas acabou sendo demais. É por isso que às vezes precisamos largar alguma coisa. Não dá pra carregar tudo pra sempre."
    AHHH, SÉRIO! A LIBBY ME GANHOU. Cada vez que eu paro pra pensar nessa personagem, eu fico tão "AAAAHHHHH". Isso porque eu precisei de um dia, quase dois, pra resenhar esse livro. 
    Sabe o que mais me encantou no livro? A autora. A nota inicial e os agradecimentos da autora. Eu nunca tinha lido nada dela. Eu me encantei por ela. Porque ela escreveu PRA NÓS, LEITORES. Ela escreveu esse livro pra mostrar que ALGUÉM GOSTA SIM DE VOCÊ. VOCÊ NÃO É ODIADO. ALGUÉM TE AMA. E isso me tocou muito. Sem contar sobre a vida dela, que é uma lição enorme pra gente. 
   Leituras assim me inspiram a tentar ser uma pessoa melhor. A esperar um mundo melhor. Um mundo onde existam mais Libbys's e mais Jacks's. Onde há mais amor, mais compaixão com o próximo. 
"Por mais assustador que seja correr atrás de seus sonhos, é mais assustador ainda ficar parado."
P.S.: eu só não dei cinco estrelas porque antes de começar a leitura eu estava esperando algo completamente diferente. Pela sinopse, eu imaginei que o Jack teria uns 10 anos hahahahha. Que seria algo tipo "Extraordinário". E não deixou de ser. Extraordinário. Porque tinha que ser desse jeito mesmo.