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4 de setembro de 2013

RESENHA DE MANFELOS – A DISTORÇÃO DA REALIDADE (RAFAEL DE SOUZA)



Decididamente falando, os autores nacionais do gênero fantástico têm sido vistos como uma grande e orgulhosa surpresa, pelo menos por mim. Há um elemento em seus livros que chamam à atenção do leitor, que conquista e que traz uma poderosa atração por seus personagens. Os títulos nacionais estão provocando realizações eficientes, agradando até mesmo os críticos mais exigentes e expertos na arte de resenhar. Bom, de qualquer maneira, eles estão ganhando espaço, colocando-se entre um pequeno grupo e uma série de autores conhecidos do público. E não fazem feio. 

Tive a feliz oportunidade de ter em mãos o primeiro livro do escritor Rafael de Souza – Manfelos, a distorção da realidade (da Editora Dracaena) e, como não seria diferente, senti uma espécie de captura inicial por conta dos ótimos comentários a respeito da qualidade da obra.

Então, comecei a leitura minuciosa. O livro apresenta uma história bem controversa, de início, algo que foi criando corpo através das páginas seguintes. Até que conhecemos o Fred Gordon, um adolescente que, como todos da sua idade, está passando por diversas transformações, e o personagem se mostra alguém completamente diferente do que nós imaginamos. Diferente da realidade acompanhada pelos nossos jovens, Fred se encontra exposto a um pano de fundo fantástico que parece absorvê-lo cada vez mais para uma aguardada disputa entre mundos completamente distintos. De um lado, acompanhado de personagens tão criativos e cativantes personagens, encontra-se o garoto Fred, que luta para conhecer e acompanhar parte de sua história de vida e aprender a lidar com alguns poderes mágicos que emanam do novo reino. Do outro – para sustentar a expectativa do leitor ávido por um antagonista poderoso –, encontra-se Esmallerz, uma entidade que é a maldade em pessoa e que reivindica grandes poderes. 

Conforme as páginas se passam lentamente, o leitor vai mergulhando na narrativa e, em alguns momentos, participa das conquistas, da passagem e da companhia. E aqui, toda a qualidade do autor é demonstrada. Rafael de Souza possui um domínio das palavras e do método descritivo, que é fantástico. Há referências de outros títulos bem conhecidos do público, como J. K. Rowling (Harry Potter) e Sillent Hill (game). 
 
A estrutura interna, a arte da capa, o design gráfico e abordagem diferenciada são muito bons, assim como o uso adequado – embora algumas palavras tenham perdido sentido no meio da frase – do vocabulário. Enfim, Manfelos (volume 1) é um desses livros em que a gente lê de olhos atentos, arregalados, respirando, entrecortando e torcendo para um desfecho inesperado e plenamente catastrófico. E é isso o que acontece. As cenas de ação, contempladas com a batalha final são desenvolvidas, argumentadas e visualmente lindas. Se em algum momento há uma tensão existente, por outro lado, o Leonardo – outro personagem marcante – quebra esse ritmo com sua personalidade engraçadíssima e promissora. Senti uma enorme afeição por Léo, mesmo que os acontecimentos tenham tomado um rumo que me fizeram desacreditar de alguns destinos, mas tudo bem.

Rafael de Souza entregou um livro realmente sólido, com pouquíssimos erros, com uma história que ainda vai render muitas revelações e que vai surpreender. Estou na torcida para esse GRANDE escritor talentoso.

















4 comentários:

  1. Eu desconhecia esse autor,mas pela sua resenha o livro deve ser ótimo,fiquei até com água na boca rs,espero poder ter mais tempo para ler, e principalmente ler Manfelos.
    Um xêro.

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  2. Muito bacana o projeto, apesar de não ser meu estilo de leitura.
    Beijos
    http://literaturaeeu.blogspot.com.br/

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  3. Não leio muito do gênero fantástico, mas parece ser muito boa a história e a estética(capa) do livro.

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  4. Eu adoro o gênero fantasia e tenho que admitir que os escritores brasileiros estão vindo com tudo. Gosto de histórias envolventes e que nos prendam do começo ao fim. Acabei ficando curiosa para conhecer o livro e o autor.

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A leitura é uma porta aberta para um mundo de descobertas sem fim. - Sandro Costa

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